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Nelson Egon Geiger
Por Nelson Egon Geiger
Advogado

O ATUAL DESENCANTO DE SER BANCÁRIO: A História Não Contada do BB de Camaquã (II)

Publicado: 26/05/2021 às 16:32 | Fonte: Nelson Egon Geiger

Como escrevi no artigo anterior o Banco do Brasil deixou o local onde hoje está a Farmácia Panvel e foi para onde se situa o Banrisul, em abril de 1963. Enorme festa. Presentes 02 diretores do Banco: Vitor Issler, que era Deputado Federal do PTB (antigo) e Alcides Flores Soares Jr.

Na ocasião o gerente era Carlos Alberto; subgerente João Madruga e Chefe da CREAI o José Carlos (Cacau). Já estavam no prédio anterior, Jairo, Sérgio, Napoleão, Jayme, Olavo, Sodré e José Carlos; Lotufo, Abreu, Paulo e Bastião; os agrônomos: João Máximo, Aldo e o Maio. Também o Clóvis Pangaré, o Renato, o Magalhães e o Guimarães.

Pelo concurso de 1961 ingressaram: Jair, Jorge, Romeu, Guaraci, Mirapalheta, Daicy, Rosa, eu, Pierre e o Senna. Antes de novo concurso que permitiu ingresso de mais camaqüenses, em 1966. 

Pois bem a mudança para prédio maior exigiu aumento do quadro, com concursados vindos de fora, como citei no artigo anterior. Dos que não lembro perdoem a traição da memória. Dos novos veio o Gilberto.

Esse foi engraçado logo nos primeiros dias, em uma reunião de funcionários pegou um violão e começou cantar (fazendo bossa na voz): “Quero-quero; quero-quero”. Bastou. Dali em diante seu nome até ir embora para sua cidade de origem foi “Quero-Quero”. 

Bem, por lei, bancários trabalhavam 06 horas diárias. Mas o Banco precisava de gente, afinal o novo prédio era grande e o serviço aumentava, permitindo que se fizesse mais 02 horas por dia; extras. Remuneração maior. Folha de pagamento melhor no final do mês. 

Como o prédio tinha dois pisos, os serviços de financiamentos rurais e o cadastro eram no piso superior. O restante o térreo. O Napoleão era o comandante do pessoal de baixo; o Sérgio dos de cima. Nessa época tinha retornado do Rio de Janeiro o Moreira. O episódio que vou contar veio desse tempo. O protagonista foi o “Quero-Quero”. 

Para o trabalho extra o Napoleão escolheu das 08 às 10. Os bancos abriam somente às 12 horas. Assim, o funcionário trabalhava até as 10 horas e saia; almoçava cedo e retornava para início do expediente externo. 

Pois o “Quero-Quero” nunca conseguia chegar em tempo. Chegava 08:10; 08:15 e o chefe reclamava, reclamava e não tinha jeito. Depois de cansar pela pontualidade, o Napoleão resolveu: “então vamos trabalhar das 08:30 até as 10:30”. Então o “Quero-Quero” chegava as 08:40; 08:45.   Era pontual. Exatamente 10 a 15 minutos depois da hora marcada. E foi assim até quando dispensado do horário extra.

EDIÇÃO de 26 de maio de 2021.___.