Colunistas
Nelson Egon Geiger
Por Nelson Egon Geiger
Advogado

ISABELLA, BERNARDO E HENRY

Publicado: 14/04/2021 às 10:49 | Fonte: Nelson Egon Geiger

A Isabella Nardoni com 05 anos foi morta pela madrasta, Ana Carolina Jatobá, em São Paulo, no dia 29 de março de 2008. Estava passando o fim de semana com o pai, Alexandre Nardoni e sua nova companheira, madrasta da menina. Depois de seviciada e agredida pela madrasta o pai ajudou a “disfarçar” a morte. Corttou a grade de uma janela para a menina ser jogada do 6º andar, para parecer que tivesse se jogado. A perícia médica constatou que a criança estava desfalecida quando houve a queda.

Bernardo Boldrini, com 07 anos, foi morto pela madrasta, Graciele Ugulini em viajem entre Três Passos e Frederico Westphalen, no nosso Estado em abril de 2014. O pai, médico famoso na cidade, Leandro Boldrini, no mesmo dia em que o garoto foi enterrado na 2ª cidade pela madrasta com auxílio de uma amiga, nem se preocupou a ausência do menor, que era órfão de mãe e morava consigo e ainda foi a uma festa com a companheira.

Agora, no Rio de Janeiro, o menino Henry Borel foi morto pelo padrasto, Jairo Souza Santos Jr, Vereador naquela Capital em 4º mandato. A morte face uma surra violenta. O famigerado vereador e sua companheira, mãe do menino, Monique Medeiros resolveram esconder o fato. Levado ao hospital sob alegação de que “havia caído da cama” os médicos viram as lesões e determinaram uma autópsia que apontou a causa da morte.

Qual a diferença dos três casos traumáticos. É que, nos dois primeiros foram as madrastas que causaram as mortes. Os pais foram coniventes; tentaram dissimular o que ocorreu e proteger as assassinas diretas. Com isso passaram legalmente a co autores dos homicídios.

Nos dois episódios já houve julgamento. Por Júri popular. Todos foram condenados. Penas entre 28 a 34 anos. Do fato em São Paulo já estão ou liberados para trabalhar fora ou em condicional. Do nosso Estado, ainda cumprindo pena de reclusão.

Na realidade penas muito brandas pela monstruosidade. Se fossem nos Estados Unidos ou tomariam injeção letal; ou sentariam na cadeira elétrica; ou teriam prisão perpétua. Nossas leis são muito brandas.

O repugnante vereador e sua companheira, que tentaram distorcer o fato ainda serão julgados. A condenação é certa. Pois até mesmo a mãe instruiu a babá do filho Henry para apagar mensagens telefônicas e mentir para a Polícia.

Dos três fatos esse é o pior de todos: o assassinato de Henry. Não porquanto o padrasto o matou. Como os pais dos outros. Mas porque a mãe, criatura que, biologicamente no reino animal é a eterna protetora virou conivente do assassinato do filho. Não merece perdão. Merece queimar no fogo do Inferno.