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A NAU DOS INSENSATOS

08/07/2020 - 10h:03min
Nelson Egon Geiger

Não se discute o surgimento de uma “pandemia” com a “corona vírus”. Doença viral, sim. Problemática, sim. O que se precisa – a vacina – ainda é incipiente. Está em estudos, embora avançados. A qualquer momento demonstrará eficiência. Será o princípio do fim da expansão viral.

Mas, até lá como ficará? Não é possível se continuar com a insensatez atual relativamente às medidas de combate ao “vírus”. Alegam governantes que estão embasados em critérios científicos. Ocorre que esses critérios não são unânimes. Embora possam ser aparentemente a maioria, até mesmo esmagadora, não há precisão técnica.

Não digo que os governantes estejam mal intencionados ou sejam incompetentes. O que se observa é que estão mal assessorados porquanto eliminados todos os que se opõe aos métodos atuais de combate ao “COVID-19”. Não se vislumbra perto de governantes brasileiros, assessores que tenham opinião diferente da brutal forma espalhada pelo País e pelo Estado.

Admito que o isolamento seja necessário. Mas precisa ser bem dosado. Não é o caso de pequenas empresas familiares de fornecimento de alimentação com entrega em domicílio, especialmente lanches consumidos mais na parte da noite ser impedidas de trabalhar. Começa que sendo trabalho familiar em local próprio, ou até mesmo na residência, o grupo vai continuar junto depois da atividade.

E, muito menos é o caso de se impedir, pelos chamados toques de recolher que se espalharam pelo Estado, entregadores individuais, com o trabalho de moto entrega não possam circular depois das 22 horas. Pergunta-se, que diferença faz isso para o isolamento? Que diferença faz para conter o “vírus”.  Por acaso quem está de motocicleta e com máscara, depois das 22 hs entregando uma pizza vai espalhar mais o “vírus”? Claro que não. Essa insensatez, essa fobia de retirar pessoas de seu trabalho e de suas atividades vai conter a disseminação? Outra vez fica claro que não.

E como ficam os empresários, os autônomos os trabalhadores que necessitam de salários ao final do mês. Aqueles precisam fazer seus negócios funcionar para pagar empregados. Os autônomos precisam produzir para gerar renda. Das rendas particulares saem os tributos que enchem os cofres públicos. Para estes pagar os servidores e incrementar o desenvolvimento, as obras, as estradas do Estado (no sentido jurídico da palavra). Não adianta forças policiais abordarem uma pessoa que, com máscara, conversa em uma esquina da cidade, ou entrega uma pizza, porque isso não vai resolver o problema. O problema somente será resolvido com o bom senso na condução do isolamento. Com ilustração e chamamento à consciência do povo. Está na hora dos governantes abandonarem esses métodos e passarem para a sensatez. Está na hora de descerem da nau de insensatos.

EDIÇÃO de 08 de julho de 2020

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