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COMO VENCER A GUERRA

26/03/2020 - 09h:44min
Nelson Egon Geiger

Quando se exige, no caso, uma retirada estratégica. Este deveria ser o título deste artigo. Despretensioso, porém baseado em fatos reais. Assim vou citar três episódios bélicos que abalaram o Mundo.

Em 1812 o Imperador francês Napoleão Bonaparte resolveu na sua expansão bélica invadir a Rússia. O exército do maior gênio militar de todos os tempos chegou à fronteira e invadiu o território russo. Pois o exército do Czar, de forma estratégica recuou. Incendiou Moscou e recuou mais. Os franceses avançaram e foram alcançados no interior da Rússia pelo terrível inverno do país. O exército de Napoleão foi, aos poucos, enfraquecendo. Dizimando-se. Com fome, pois não encontraram alimentos na Moscou incendiada e frio gélido, os soldados ficavam doentes. O frio queimava os dedos dos pés; das mãos. Esfarrapado retornou. Enquanto o exército russo, que fizera uma retirada estratégica, voltou e venceu os franceses.

O famigerado Hitler 130 anos depois repetiu a façanha. Em 1941, apesar de ter assinado um “pacto de não agressão” com Stalin, invadiu a Rússia. Repetiu-se o fato: o exército russo recuou para o interior e os alemães entraram País à dentro. Alcançados pelo tenebroso inverno, tudo se repetiu. Quanto o exercito russo que estrategicamente recuara voltou, venceu as forças alemãs. Daí em diante todos conhecem a história. A Alemanha enfraqueceu. Os aliados ingressaram pela Normandia, libertaram a França e a II Guerra partiu para seu final, em maio de 1945.

Nessas ocasiões as retiradas foram estratégicas. Nas guerras é possível e até bom, em certos casos. Para voltar como vencedor. Diferente de retirada para fugir da derrota. E aqui vai um caso: Em 1970 os norte-americanos estavam no Vietnã. Vinham perdendo terreno. As milícias e as guerrilhas do General Giap infringiam-lhes derrotas sucessivas. Então o comandante americano, General Westmoreland se obrigou tirar seu exército do País asiático. Dizia que a retirada era estratégica. Não era; era para fugir da derrota total.

POIS NÓS estamos em guerra. Combatendo o “novo corona vírus”. Todos engajados nessa luta. Nações e governos; pobres e ricos. O exército é um só: de toda humanidade: súditos e governantes. É preciso vencer.

Por isso é necessário, nessa fase, haver uma retirada estratégica. O isolamento de indivíduos e famílias o máximo possível. Todos atendendo aos chamados das autoridades de saúde e governamentais. Não é hora de festas; de abraços e beijos; de reuniões. De atividades que exigem contato entre as pessoas. O bom mesmo é cumprimentar como os japoneses: “sem se dar as mãos; apenas com uma curvatura em frente ao outro”. Uma retirada estratégica para se vencer a guerra. Não queremos ver o 1º Cavaleiro do Apóstolo João (Apocalipse 6): a peste. Queremos sair ilesos e esperar, esperar muito tempo pelos 4 Cavaleiros. Agora é vencer a pandemia.

JORNAL – Edição de 27 de março de 2020.__.

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