Colunistas

OS CAVALEIROS DO APOCALIPSE

19/03/2020 - 09h:02min
Nelson Egon Geiger

A minha mãe sempre repetia para nós que: “cautela e caldo de galinha não fazem mal para ninguém”. Pois é. Justamente agora é o caso. Em parte eu comungo uma opinião do grande jornalista Alexandre Garcia. Há certo exagero na situação dessa epidemia com o “coronavirus”.

Todavia, também desconsiderar é perigoso. A cautela, o cuidado é o melhor caminho nesse momento. O citado jornalista, que deixou a Rede Globo no início do ano por divergência de posicionamento político e cuja visão, no meu entender é inteligentíssima, semana passada manifestou que tal “pandemia” consolidava interesses econômicos chineses. Maximo porquanto a China já eliminou o perigo.

Alexandre, gaúcho de Estrela, terra da minha gente, é aposentado do Banco do Brasil, como eu. Quando fui trabalhar em Brasília, em 1985, ele era porta voz da área de comunicação do BB. Aí entrou para a Globo.

Bom, nem tanto ao Céu; nem tanto a Terra. Desinteressar-se pode nos deixar em situação parecida com a Itália que, agora, nem mesmo medicação e atendimento têm suficiente para a população contaminada. E, segundo informação de uma pessoa lá residente, nem atende os mais idosos, deixando-os à sorte, para poder garantir ajuda médica aos mais novos.

Então, efetivamente, o correto é a prevenção. Embora nessa, até o presente momento, como alertou o jornalista, tem havido algum exagero. Exagerar por agora, como me disse minha esposa, é tirar o pé do acelerador do veículo e o dirigir com muita calma.

Por falar em jornalista, outro que admiro, David Coimbra da ZH, em sua coluna diz que o lado bom tirado da lição do corona é a pessoa constatar que o que mais lhe faz bem no mundo é a preocupação com o próximo. Ficar isolada em casa, longe de seu próximo, aponta para se conscientizar que o próximo é nossa causa de viver.

Em resumo: a crise está aí. Recuperada ou não a China, os outros países estão sofrendo o ataque do vírus. Inclusive o Brasil. Assim precisamos nos adaptar e vencer o mal. Diferentemente dos tempos da Idade Média, em que a “peste negra” ceifou 2/3 da população européia. Ou da “gripe espanhola” que entre 1918 e 19 matou milhões de pessoas.

Hoje temos avanços da ciência, das comunicações, das economias e a solidariedade humana para não deixar que o 1º Cavaleiro do Apocalipse apareça. O Apóstolo João, diretamente ligado a Jesus Cristo, em seu desterro na Ilha de Patmos, na Grécia teve a visão dos 4 Cavaleiros (Apocalipse – Cap. 6): a peste; a guerra; a fome; e a morte. Esperemos que, também não seja desta vez que o Primeiro Cavaleiro apareça no Mundo.

TRIBUNA – Edição de 20 de março de 2020

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