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QUANDO DARWIN CHEGOU AO CÉU

19/02/2020 - 11h:41min
Nelson Egon Geiger

                Na ZH do dia 08 deste mês, pág. 55, o jornalista Nilson Souza conta que pediu a leitores imaginarem um diálogo entre Charles Darwin e DEUS quando aquele chegou ao Céu. Dezessete leitores idealizaram diálogos. Como o criador da teoria da “Evolução das Espécies” faleceu em 19.04.1882, o episódio teria acontecido na ocasião.

 

            O Grande CRIADOR estava Céu, segundo os leitores do jornalista e Darwin foi avisado que somente entraria com autorização de Deus.

 

            Não tenho dúvidas que Darwin possa estar agora no Paraíso. Afinal em sua vida, dedicada à ciência, não há registro de que tenha sido pecador. A “Evolução das Espécies”, em nada desmancha a criação Divina. Embora tenha deixado claro sua ausência de fé, pois escreveu numa carta: “Lamento ter de informá-lo que não acredito na Bíblia como revelação divina e, portanto, tampouco em Jesus Cristo como o filho de Deus”.

 

         Independente dessa manifestação de sua lavra, o cientista, com sua teoria da evolução para mim apenas confirmou que o mundo foi arquitetado pelo seu Grande Construtor: DEUS. Vejam as respostas que leitores deram para aquele jornalista. Um trouxe o seguinte diálogo: “Apenas segui a Tua diretriz Senhor; ao me dares livre arbítrio proporcionaste a oportunidade de continuar a Tua obra”.  E outro: “Senhor Deus te agradeço por haveres me criado com inteligência suficiente para poder explicar aos homens como tudo se modificou a Sua Criação do Mundo”.

 

            A ciência nunca desmentiu a Bíblia. Ao contrário, aquela confirma os escritos da última. Assim que a evolução já estava, em parte, na sábia conclusão de Lavoisier, meio século antes: “Na natureza nada se cria e nada se perde; tudo se transforma”. Claro que não aquela metamorfose monstruosa que Franz Kafka descreve em seu livro de mesmo nome.

 

            Embora Darwin se dissesse descrente nem por isso os cristãos crentes o têm amaldiçoado. Porquanto não cabe aos cristãos condenar alguém. Contrário senso do que a famigerada “Santa Inquisição” da Igreja Católica fez por este mundo afora. Um dos casos mais absurdo foi a condenação e execução pública no Campo Dei Fiori, em Roma, no dia 17 de fevereiro de 1.600, de GIORDANO BRUNO. Uma das mentes mais avançadas do mundo de então. Quiçás de todos os tempos. Apenas porque ele, que era teólogo, padre, filósofo e estudioso de astronomia, na sua obra lançada em 1584, em Londres, defendia a teoria heliocêntrica, de Nicolau Copérnico. Com o avanço da idéia de haver outros planetas com condições igual da Terra. Tese que do cientista Calr Sagan século XX, abraçada pela NASA. A diferença entre a Igreja Católica e a filosofia cristã evangélica. Os crentes admitem que os outros tenham idéias diferentes, embora possam não acreditar nelas. O catolicismo, ao menos na época, queria impor suas idéias.

 

TRIBUNA – Edição de 21 de fevereiro de 2020.___.

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