Colunistas

O fim dos tempos

17/07/2019 - 10h:49min
Nelson Egon Geiger

Júlio Verne em sua fabulosa obra “A VOLTA AO MUNDO EM 80 DIAS”, de 1873, previra que no tempo citado era possível se dar uma volta ao Mundo. No caso, uma volta no planeta. A previsão de 80 era atrevida para a época. Todavia seu personagem, Phileas Fogg, completou o caminho em 79 dias. Hoje é possível ser feita em menos de 70 horas. Avanço da ciência e técnica em menos de 150 anos.

As previsões do Mundo futuro, sem fronteiras, dos escritores Aldous Huxley e George Orwel, avançaram muito mais. Aquele com seu “Admirável Mundo Novo”, de 1932. O outro com seu fantástico “1984”, escrito em 48 e lançado em 49. Ambos ingleses com as obras mencionados previram o Mundo atual. Quando todos, e não apenas o “Big Brother” de George, consegue ver tudo através da grande mídia, em celulares.

 O rádio trouxe a comunicação sem fio foi. A primeira em 1901 pela genialidade de Marconi. Mas, na verdade, rádios surgiram em 1921 e 22. Sua importância como comunicação está no filme francês, da década de 40, “Se Todos os Homens do Mundo” (Se Tous le Gars du Monde).

 Com o surgimento da televisão, no Brasil apenas nos anos 50, as notícias corriam mais rápidas. Acidentes, catástrofes e informações se sabiam em pouco tempo. E a imagem disso em dois ou três dias. Agora o acidente que ocorrer no Japão se tem imagens da hora. Mais, ainda, pela “web”. Nada mais se esconde; nada mais se desconhece. Até mensagens individuais, são tratadas na hora, em qualquer lugar e momento. Diferente do aparelho inicial de Graham Bell.

  A minha geração, em especial, viu quase toda essa evolução, escapando do radio e do telefone com fio, e o navio a vapor a ela anteriores. Fato que sempre nos lembra nas conversas, o ilustre amigo Dr. Edson Gonçalves. Na verdade parece que os mais de 9 mil anos de história da humanidade no registro Bíblico levaram 99% do tempo para evoluir em progressão aritmética. E agora em progressão geométrica.

  Ninguém contesta que o Universo tem milhões de anos. A vida animal na Terra há mais de 65 milhões. O Criador foi o mesmo. Então o que aconteceu? Quantas vezes nosso Planeta sofreu destruições. Na Bíblia depois do Édem houve um dilúvio e tudo teria recomeçado. Depois a detenção do povo de Deus no Egito. Libertado por Moisés foi escravizado por Nabucodonosor um milênio depois. E o Templo de Salomão então destruído. Reconstruído foi tombado outra vez pelos romanos do Imperador Tito, no ano 70 da nossa era. Estando assim até aos dias atuais.

Nessa senda as visões do Profeta Daniel, enquanto escravo na Babilônia e as descrições do Apóstolo João, no Apocalipse, escrito enquanto desterrado na Ilha de Patmos, apontam que os acontecimentos contemporâneos estão no rumo do previsto pelos dois.

Irmãos brigam entre si. A criminalidade explodiu. Assaltos estão em toda parte. As divergências aumentaram. A religiosidade diminuiu e a promiscuidade se disseminou. Há guerras em todos os cantos do Planeta. Uma hecatombe nuclear pode ocorrer a qualquer momento, pois as devassas sísmicas já acontecem. Cabe a pergunta: para onde estamos indo?  Até onde iremos assistir essa caminhada torta da humanidade? Parece a tribulação acenada por João e o fim dos tempos. Como ele escreveu: “Eu vi um novo céu e uma nota terra” (Apocalipse 21.1). Será que isso já esta acontecendo?

 

TRIBUNA – Edição de 19 de julho de 2019.__.       

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