Colunistas

As primaveras do escritor

29/11/2018 - 14h:46min
Nelson Egon Geiger

No último dia 24 do corrente completou noventa primaveras do preclaro escritor, grande advogado, excelente engenheiro agrônomo, ótimo funcionário de órgão público, camaqüense por adoção e particular amigo, Dr. JOÃO MÁXIMO LOPES. Literalmente primaveras, face a época do ano. Já eu, de julho, sempre completo novos invernos.

Na semana passada no meu comentário pela Rádio do CLIC CAMAQUÃ, sob comando do jornalista Dr. Eduardo Costa, fiz um breve historio do Ilustre amigo, aqui homenageado.

Pois bem, nascido em Bagé, João Máximo aportou em Camaquã no ano de 1957, para trabalhar na agência local do Banco do Brasil, na função de Fiscal da Carteira Agrícola, na época designada de CREAI. Aprovado que fora em concurso público para o cargo, com suporte na sua formação na área, pela então Faculdade de Agronomia de Pelotas.

Eu cheguei aqui mais tarde. No ano de 1961. Também aprovado em concurso para o mesmo Banco, mas, na função burocrática de escriturário. A agência do Banco nessa época era onde hoje se situa a Farmácia PANVEL. Antes fora na esquina das avenidas Presidente Vargas e Gen. Zeca Netto. Ali o João tomou posse.

Em 24 de outubro de 1961 estivemos na fundação da Associação Atlética Banco do Brasil, AABB. E, dali em diante formos colegas, durante muitos anos na mesma agência. Nesse tempo assistimos grandes episódios da historia local, nacional e mundial. O Banco mudar-se para a esquina das avenidas Pres. Vargas e Olavo Morais, em 1963. Nesse mesmo ano o assassinato de Johan Kennedy. Em 1964 o golpe militar. As eleições passando a serem indiretas em nível nacional e estadual.

Entre final dos anos 60 e início dos 70, cursamos a Faculdade de Direito em Pelotas. Vimos em 1978 a agência do Banco se mudar para a Rua Antonio José Centeno. Em 1979, já então advogando ambos, em escritórios próximos, vimos a promulgação da Lei de Anistia. Em 1984, as “Diretas Já”. Em 1985, a eleição de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, encerrando o ciclo militar. Enfim uma jornada lado a lado.

O suficiente para conhecer a cultura, tenacidade, trabalho sério. Tanto no Banco como na advocacia e na sociedade local. Homem merecedor das melhores referências e elogios. Fundador do NPHC e seu Presidente diversas vezes, dedicando-se à busca da história camaqüense.

Autor de diversos livros chega a essa idade com lançamento do magnífico “ROTEIRO FARROUPILHA EM CAMAQUÔ, que conta a história da participação de famílias camaqüenses, antes e depois da criação da cidade, na Revolução dos Farrapos. Apontando espaços onde ocorrerem episódios do movimento, dentro de nosso território.

E, que culmina em sugerir ao Poder Público fixação e demarcação desses locais para o futuro turístico municipal. Esse, enfim, o grande escritor que completou tantas e tantas produtivas primaveras. Sem dúvidas, por sua personalidade e profícua vida, merece esta singela homenagem de quem, por muitos anos com ele conviveu e por outros tantos o admira.

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