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Nelson Egon Geiger
Por Nelson Egon Geiger
Advogado

A HISTÓRIA NÃO CONTADA DO BB DE CAMAQUÃ (IX) - A fundação da AABB -

Publicado: 25/07/2021 às 18:29 | Fonte: Nelson Egon Geiger
“Para manter o interesse dos funcionários ficarem em agências do interior, o Banco incentivava criação de associações. No nosso caso a AABB foi fundada em 1961 e por anos e anos foi palco de grandes eventos em Camaquã.”

A Associação Atlética – AABB de Camaquã foi fundada no dia 24 de outubro de 1961. Com o quadro ultrapassando 30 funcionários o Banco, na época, patrocinava as Associações da espécie que fossem criadas nas diversas cidades onde existiam agências.

Nossa agência já tinha quase 20 anos de existência. Todavia, cidade pequena, poucos servidores no Banco não havia associação. Contrário das cidades maiores como Porto Alegre, aqui não havia condições antes. Na época o Banco auxiliava as associações o que, atualmente, não e permitido. Existe hoje aporte, empréstimo, auxílio. Todavia com devolução. Naquele tempo era doação. Embora os Estatutos outorguem ao banco, não aos associados, o produto de venda em eventual extinção do clube. 

Bem, a agência era aonde se situa a Farmácia Panvel. Nos fundos havia três peças junto: almoxarifado, sala da prensa e banheiro. Ali, no final da tarde daquele dia, encerrado o expediente, foi elaborada a ATA de fundação da AABB. Deve estar arquivada, até hoje, no Cartório de Títulos e Documentos. A primeira Diretoria (1961/62) teve Presidente o Álvaro da Silva Maio, fiscal da CREAI; o 1º secretário João Máximo Lopes. 

Logo me enturmei com a Associação e o João Máximo me fez ser o 2º secretário. Fazíamos as reuniões naquele local, quando preciso. Enviada a ATA para o Rio de Janeiro, que na época ainda sediava boa parte da Direção Geral do Banco, logo ganhamos uma estante; uma coleção de livros e um refrigerador. Tudo ficou naquela peça: os livros eram os mais usados pelos sócios. Estante e refrigerador, apertados no local, apenas estavam destinados para serem colocado na futura sede externa.

Então foi locado o último andar do prédio do Thierry, na Olavo Morais, em cima das então “Lojas Pernambucanas”. Aí o refrigerador teve uso imediato. Os livros dispostos estilo biblioteca. Compramos mesas, cadeiras, fogão, lousas e, até uma TV. Aparelho caro na época e que pouco funcionava, em razão da inexistência de antenas transmissoras.

O Álvaro cumpriu mais um mandato (l962/63) e então, fui o 1º secretário. O 3º mandato (1963/64) foi do Ary Larrossa. O 4º mandato foi meu (1964/65). Nesse mandato foi adquirido o terreno onde hoje está a sede da AABB. Um quarteirão inteiro no Bairro Olaria. Na prática, hoje é centro. A visão de desenvolvimento do João Máximo nos levou para aquele local.

O Vitório Abreu e o Pierre Rousselet levantaram a cerca do quarteirão. O então Prefeito, Dr. Amarílio Borges Moreira, arquiteto de profissão, gratuitamente desenhou o portão central que erguido até hoje permanece o mesmo. Assim começou, depois com auxílio obtido na Direção Geral do Banco, através do Luiz Carlos Moreira, foi levantado o pavilhão. Local que, por vários anos, patrocinou grandes eventos em Camaquã. 


EDIÇÃO DE 21 de julho de 2021.__.