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Alvorino Osvaldt - Controle Geral
Por Alvorino Osvaldt - Controle Geral
Advogado e Comunicador do Clic Camaquã

A Miséria!

Publicado: 13/04/2021 às 19:33 | Fonte: Alvorino Oswaldt

A cada dia que passa vemos maior numero de pessoas em nossas ruas e avenidas pedindo. Comida, um troco, pão... É lamentável que seres humanos tenham de pedir o alimento, algo que deveria ser universal. Mas o que mais me dói é ver crianças pedindo, roupas, agasalhos, alimentos. A pobreza e a extrema pobreza continuam, ano após ano, a ser uma grande marca em nossa sociedade. Segundo os dados mais recentes do IBGE, o país tinha 13,5 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza, de acordo com critérios do Banco Mundial.

Somadas aos que estão na linha da pobreza, chegam a 25% da população do país, ou seja, quase 60 milhões de pessoas. As características e a distribuição da população em situação de pobreza e extrema pobreza chamam a atenção. Os pretos e pardos correspondem a 72,7% dos que estão em situação de pobreza ou extrema pobreza - são 38,1 milhões de pessoas. Dentre aqueles em condição de extrema pobreza, as mulheres pretas ou pardas compõem o maior contingente: 27,2 milhões de pessoas. Vale destacar que o rendimento domiciliar per capita médio de pretos ou pardos é metade do recebido pelos brancos. A extrema pobreza aumentou de 5,8% da população em 2012 para 6,5% em 2018 - um recorde em sete anos” e agora, na pandemia estes números extrapolaram. A pobreza e a extrema pobreza têm efeitos terríveis para a dignidade das pessoas e, no caso de crianças e adolescentes, trazem consequências irreparáveis. A situação compromete irreversivelmente seu desenvolvimento, condenando-os ao estado contínuo de vulnerabilidade. Crianças criadas em um ambiente de privação e violência não conseguem crescer, estudar e trabalhar, o que dificulta que se tornem adultos independentes, perpetuando o ciclo de pobreza.

E como podemos ajudar? Claro que não temos condições de auxiliar a todos, mas existem aqui na cidade instituições sérias, igrejas e outras entidades que se dispõe a auxiliar aqueles que não possuem o mínimo para uma vida digna. Doe! Neste momento de pandemia, um quilo de alimento já pode fazer a diferença. Distribua pães, bolachas, arroz, feijão, leite, qualquer coisa ajuda. Nossos irmãos estão pedindo mais do que ajuda. Estão pedindo SOCORRO!!! Acreditamos na nossa capacidade de melhorar esse cenário e construir um país em que todos tenham uma vida digna e que as crianças, adolescentes e jovens possam sonhar de forma a viver melhor. E agradeça por não pertencer a estes grupos!


Prá você pensar:
“Ser pobre não é crime, mas ajuda muito a chegar lá.” (Millôr Fernandes)