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As abelhas são operárias da produção de alimentos

26/08/2019 - 14h:17min
Renato Zenker - Meio Ambiente

          Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. “Sem abelhas não haverá polinização, consequentemente, não ocorrerá reprodução da flora, sem a flora não sobreviverão os animais e sem animais não será possível a sobrevivência humana”. Essa afirmação foi do Físico alemão Albert Einstein.

          Esse alerta foi dado no século passado e não deve ser esquecido, porque as abelhas são fundamentais para a produção de alimentos, sabemos, hoje, pelas pesquisas que 70% das culturas são dependentes da abelha para a polinização de suas flores. Esta tese é confirmada pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

          Por essa razão é muito preocupante o está sendo publicada insistentemente na mídia falada e escrita, sobre a morte massiva de abelhas no Rio Grande do Sul, estimam-se mortes de 400 milhões de abelhas entre outubro de 2018 e março de 2019. Isso corresponde a seis mil colmeias, isso segundo estimativas dos apicultores, diminui a produção em 150 toneladas de mel. Um prejuízo muito importante e direto para os apicultores. Imaginemos o que representa  na diminuição da produção de alimentos nas lavouras, o que é de difícil avaliação. Certamente que essas mortes estão longe da realidade, porque muitos registros não são feitos.

          Todos os dados se atém a Apis melífera, fica fora das estatísticas, outros animais como, o batalhão de abelhas sem ferrão, que também atuam na fecundação das flores e sofrem também os mesmos efeitos devastadores. Estes estão sendo pesquisados.

           As mortes das abelhas foram observadas inicialmente na Europa, na década de 60, mas que hoje afeta todo Planeta. Estima-se que existam cerca de 20.000 espécies de abelhas no mundo e que sete destas nativas do Havaí, entraram para a lista de extinção.

          Entre às causas da morte de abelhas, inclui os efeitos das aplicações de Defensivos Agrícolas, pelo menos é o que foi registrado na mídia em agosto de 2019, onde afirma que 80% dos laudos comprovam isso em 32 municípios do Rio Grande do Sul e que hoje, fazem parte de Inquéritos Civis.

          A Apicultura e a Meliponicultura (Produção de abelhas sem ferrão) são atividades de grande importância econômica e também importantes na diversificação de atividades, principalmente da Agricultura Familiar, porque gera renda e emprego no meio rural. Técnicos da EMATER estimam que 45 mil famílias estejam envolvidas com a Apicultura e 10 mil com a Meliponicultura. Só isso dão mostra da importância da atividade.

          Lembramos, por oportuno, que essa atividade não produz só mel ela representa também a produção de Pólen, Própolis, Geleia Real, Resina e Cera. Esse mercado está aberto para aumento da produção e cria um potencial para agroindústria no sistema cooperativo, nesse caso gerando mais oportunidade de trabalho. De “lambuja”, como diz o Gaúcho, as abelhas servem de indicadores da sanidade do meio ambiente. Pensem nisso e continuem nos prestigiando.

        

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