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Alvorino Osvaldt - Controle Geral
Por Alvorino Osvaldt - Controle Geral
Advogado e Comunicador do Clic Camaquã

A incompreensão!

Publicado: 10/05/2021 às 17:29 | Fonte: Alvorino Osvaldt

Já a algum tempo convivemos com a falta de vacinas da Coronavac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan. No inicio da vacinação no país, os municípios, que são os encarregados de realizar a cobertura vacinal no Brasil, ao aplicar a primeira dose, reservavam a segunda para aplicar quando chegasse a época. O governo porém, num erro de gestão, liberou estas doses para que fossem aplicadas todas na primeira dose, eis que haveriam vacinas suficientes para aplicação da segunda. Mas houve atraso na remessa de componentes vindos da China o que impediu o Butantan de continuar produzindo com a normalidade que era esperada e assim, não bastasse o abandono das pessoas que faziam a primeira dose e deixaram de fazer a segunda, agravando a situação com a falta do produto. As autoridades médicas alertam que não há efetiva imunização sem a aplicação da segunda dose desta vacina utilizada no Brasil contra a Covid-19. Essa complementação vacinal obrigatória tem sido colocada em risco por fatores que se somam e acabam por fragilizar mais ainda o combate a pandemia, postergando a imunização coletiva. Camaquã não ficou fora deste problema de abastecimento, e, embora desejando efetuar as vacinas no tempo adequado, pela falta, acabou tendo de atrasar a cobertura. No último sábado aconteceu um incidente inusitado e lamentável de incompreensão da questão. Grande número de pessoas se aglutinavam junto ao Centro de Imunização para receber a dose programada para essa data, porém o número era insuficiente para a grande quantidade dos que desejavam imunizar-se com a segunda. Após a abertura da vacinação, em curto espaço de tempo, acabaram-se as doses. Como já era de se esperar, as pessoas ficaram insatisfeitas e começaram a agredir verbalmente aos vacinadores, e não apenas isso, um dos presentes cuspiu no resto de uma enfermeira. Fato inaceitável e lamentável que jamais poderia ter acontecido. Sabemos do esforço que o pessoal da saúde vem dispensando em favor da população, não se furtando em atender a todos da melhor forma possível. Incidentes como estes são de uma incompreensão inominável, pois a falta de vacinas não depende dos aplicadores, nem dos trabalhadores da saúde, trata-se de um erro de gestão do Governo Federal que deverá ser corrigido ali a frente. Este fato não pode em nenhuma hipótese se repetir. Como ser humano não podemos aceitar este tipo de agressão, ou qualquer outro, que ofende a dignidade de pessoas que estão ali para fazer o bem. O mínimo que podemos fazer é pedirmos perdão por estes atos deploráveis!  

Prá você pensar:

“A arte de viver é simplesmente a arte de conviver... Simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!” (Mario Quintana).