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GUERRA E PAZ

17/09/2020 - 11h:49min
Nelson Egon Geiger

Leon Tolstoi contou, com o título acima, a história das guerras da Rússia com Napoleão Bonaparte. O Pequeno Caporal, o homem que foi mais poderoso de todos os tempos no Mundo culminou em ser vencido pelo inverno russo em 1812.

Uso o título para escrever sobre a imprensa. Desde os primórdios, quem trazia notícia eram os mensageiros, enviados para tal. Eram os jornalistas da época. Dario III, da Pérsia matou um mensageiro que lhe trouxe a informação de que perdera a guerra para Alexandre da Macedônia.

Até hoje sobrevive o ditado latino: “Não mate o mensageiro”, exatamente pela atitude do rei persa que não concordou com a notícia que lhe chegava ruim e sacrificou o informante. Preferia que o povo não soubesse da derrota. Em resumo enganava o povo.

Outros governantes procuraram se esconder do povo. Daí a “cidade proibida” na China, onde os governantes da dinastia Ming resolveram se esconder. Muito mais recente, porquanto no século XVII, Luiz XIV, o famoso “Rei Sol”, aquele que se intitulava ser o Estado e que previu que, após ele viria o caos: “apré moi le deluge”, mandou construir Versalhes, longe de Paris, para ficar longe do povo.

Como se o governante escondido do povo não pudesse sofrer críticas; ou matando o mensageiro, sufocaria as más notícias. Os mensageiros foram os precursores do jornalismo. Traziam as notícias e informações. Em época que a comunicação levava dias, semanas e até meses para saber de acontecimentos que ocorriam em locais mais distantes. Até mesmo nos próximos, desde que não tanto.

A lembrança desse tipo de governante, que sufoca a notícia ou que procura estar longe do povo foi comentada em artigo do professor Leandro Karnal na ZH do sábado dia 04 do corrente, encarte cultural. Com efeito, os dois fatos: fugir das notícias ou se esconder do povo, não resolvem o problema. Escapar da notícia, não a tira da realidade ocorrida. Esconder-se do povo não o faz esquecer a má administração.

Daí que é preciso se estar atento às notícias. E se ficar, especialmente no caso de governantes e autoridades, próximo ao povo. Falo das notícias trazidas pela imprensa consciente. Cuja principal atividade é informar. E, até criticar quando é necessário. Mas de forma sadia. Não a imprensa “marrom” que apenas quer denegrir, ofender. Como anda atualmente certa rede nacional televisiva. Como refiro aos governantes irresponsáveis que se escondem do povo porquanto não os atende. Assim, parabenizo a boa imprensa e o governante consciente de sua obrigação. O Presidente Bolsonaro não foge da população. Ao contrário ainda se infiltra, até sem máscara, sempre que pode. Esse é o caminho da PAZ e não da guerra.

 

 

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