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MARAVILHOSA GRAÇA (Ammazing Grace)

15/07/2020 - 17h:49min
Nelson Egon Geiger

John Newton foi um dos maiores pastores anglicanos. Nascido em 24 de julho de 1725 foi integrante da Marinha da Inglaterra, que depois abandonou para se tornar capitão de navio que fazia tráfico de escravos, apreendidos na África, através do Oceano Atlântico.

Em uma dessas viagens, no ano de 1748, o navio foi jogado conta recifes na costa da Irlanda e estava prestes a afundar, com lotação de negros apreendidos que levava para vender como escravos. Na ocasião Johan Newton ajoelhou-se no tombadilho e implorou proteção para Deus, sendo atendido. A nau conseguiu ficar presa e não afundou.

Embora naquela ocasião John Newton tenha se convertido após salvo o navio continuou com sua atuação de traficante. Até que em 1755 abandou a atividade e começou a estudar teologia, sendo confirmado como Pastor a partir de 1764.

Em 1772, lembrando-se do episódio, John compôs a letra do Hino “Ammazing Grace” (Graça Maravilhosa), utilizando-se de música desconhecida. Essa foi embasada no canto dos escravos que estavam no navio quando do acidente, os quais “murmuravam” uma espécie de canção. Porque a eles era proibido cantar no navio; somente fazerem sussurros. Daí que o HINO, considerado uma das grandes músicas gospel da história cristã, até hoje não registra o nome do seu autor. Só a letra que é de John Newton.

“Ammazing Grace” tem sido tocado e gravado por inúmeros artistas. A partir de 1960 expandiu-se para além das fronteiras das Igrejas. Nenhum Hino gospel foi tão gravado e cantado por todo o mundo. Em nível artístico foi cantado por Elvis Presley, Nana Mouskuri e tenores como Andrea Bocelli.

POIS com as manchetes dos dias 14 e 15 de ZH, aquela noticiando que 123 mil gaúchos perderam o emprego com carteira assinada nesta “pandemia” e a última que ultrapassou o número de mil falecimentos no Estado (1.060) pelo “COVID-19” não nos resta outro caminho do que aguardar uma maravilhosa graça, vinda de Deus.

Não está sendo mais possível aos comerciantes, sustentáculo direto da economia nacional. a sobrevivência empresarial e o pagamento à maior categoria de trabalhadores: os comerciários. Na tese de ADAM SMITH, um dos maiores economistas de todos os tempos a circulação do dinheiro, desde recebimento pelo empregado, prestador de serviços ou outro recebedor é quem sustenta a economia de um país e uma nação.

Lamentavelmente o Governador Eduardo Leite errou na precipitação do isolamento. Praticado na forma horizontal, quando o deveria ser na vertical. E aumentado o controle agora, do que já vem desde três meses passados. Volto a perguntar qual a disseminação viral que um entregador de pizza, ou outro tipo de lanche ou alimento, às 23 horas pode causar. A resposta é única: nenhuma.  Também ceifar a produção e venda noturna com entrega nas casas, nada resolve. E TUDO ACELERA A QUEBRA ECONÔMICA. Que apenas ainda não foi à bancarrota porquanto algumas indústrias, especialmente de alimentos, subsistem e continha produzindo. Além da produção agrícola e pecuária. Mas todas com problemas de preço e exportação.

Daí a futura recessão, desemprego e fome. Continuando lideranças públicas com esse tipo de combate ao vírus, sem ouvir a outra parte, estão contaminando a economia das pessoas. NESSE caso somente a Maravilhosa Graça para nos salvar. Não os governantes. Estes já erraram – e persistem no erro – de forma insistente. A Alemanha apenas fez isolamento com regras; não com censura ou toque de recolher. E já voltou à normalidade, enquanto no Brasil segue-se na contra mão do combate ao vírus.

 

EDIÇÃO DE 15 de julho de 2020.

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