Colunistas

OUTRA VEZ “MY WAY”

15/06/2020 - 11h:06min
Nelson Egon Geiger

Paul Anka, cantor e compositor canadense, radicado nos EEUU que tem exato minha idade (nasceu 06 dias depois de mim). Ainda vivo está há tempos menos atuante. Compôs uma das mais belas canções de todos os tempos: “My Way”, imortalizada pelo imbatível Frank Sinatra. Em francês, com o nome de “Da Habitude” pela não menos famosa Nana Mouskuri.

 

Em inglês ninguém a canta como Sinatra, que imortalizou “New York, New York” e “Moon River”. Aquela do filme de mesmo nome; a última de “Bonequinha de Luxo”. Trilhas sonoras e filmes que não voltam mais. Saudosista, sempre que passa na TV eu assisto.

BEM: “My Way” significa meu caminho, meu método, meu jeito, minha maneira. É o assunto de hoje. Embora já tenha falado nela aqui quero outra vez usá-la para mencionar o jeito, mesmo desastrado, do Presidente Jair Bolsonaro. Citei no microfone; mencionei aqui em outras ocasiões. A maneira do Presidente falar não é própria para o cargo. No qual deveria ter elegância, calma, firmeza equilibrada. Como se diz em francês, “noblese oblige”. A nobreza, do cargo é claro, obriga a educação no falar.

Mas esse jeito, essa maneira, esse método do Presidente aponta para outro lado: a espontaneidade e a sinceridade. Assim que indignado com certos rumos dos acontecimentos na atual situação “pandêmica” acaba dizendo grosserias e bobagens. Mas, veja-se bem: a OMS (Organização Mundial da Saúde) que é importante órgão da ONU, criticava o isolamento vertical afirmando que mesmo os “assintomáticos” poderiam transmitir o vírus (COVID-19). E, por isso, até atacava a posição de Bolsonaro. Depois, admitiu diferente para os “assintomáticos”. Quando Bolsonaro se valeu dessa informação da OMS para reafirmar sua posição, a entidade voltou à trás. Desdisse o que antes dissera.

Afinal. Até onde vai a certeza da OMS?  E daí até onde vale o que afirma? Até onde está a garantia de que suas afirmações devem ser seguidas?

Então, nessa “pandemia” as regras e orientações da OMS e seus defensores radicais podem não ser o caminho totalmente certo. Pode haver outras estradas. Ou não?  Desta forma o insolente Governador João Dória, de São Paulo, ou o “envolvido em corrupção” Witzel, do Rio podem estar perambulando por caminhos não os mais precisos.

Sabem, nem todos os governantes estão certos. Nem todos os integrantes da saúde estão corretos. Governante sério é aquele que cuida da coisa pública com parcimônia e com esforço para abranger os interesses ma maioria da população. O Mal. Floriano Peixoto, nosso 2º Presidente da República, viajava de bonde no Rio de Janeiro, então Capital do Brasil, pagando a passagem de seu bolso. E sem andar cercado de seguranças. Vou falar nesse assunto da próxima vez.

 

EDIÇÃO de 12 de junho de 2020.___.

deixe seu comentário