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TUDO É VAIDADE

09/06/2020 - 10h:46min
Nelson Egon Geiger

O Rei Salomão, pediu a DEUS não poder, nem força, sim sabedoria. Sem dúvidas foi um dos homens mais sábio. Autor de alguns dos Salmos; de Provérbios; do Cântico dos Cânticos e do Eclesiastes. Nele Salomão profetizou: “vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (Ec 1.1).

O homem não precisava segundo ele ter riquezas, bens, beleza, banquetes, servos. Como escreveu: “.. e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol” (Ec 2.11).

Na imprensa escrita apenas o Poder Executivo aparecia em notícias e fotos. Ainda alguma parte do Legislativo. E bem menos, o Judiciário. Às vezes em caso de Júris havia mais destaque. De outras notícias, como decisões de Tribunais pouca matéria era escrita.

O avanço técnico da mídia, o advento do Rádio e depois da TV, sempre enfocava mais o Poder Executivo e seus membros. Em caso de grandes debates, o Legislativo. Em grandes julgamentos, sem apresentar o ato propriamente em si, o Judiciário.

A partir de 2006 começaram aparecer na televisão etapas do julgamento do famigerado “mensalão”, que envolvia o Governo Lula, o qual se preparava para disputar o segundo mandato naquele ano. E foi vencedor, derrotando Geraldo Alckmin.

Pois nas andanças de investigação e julgamento do “mensalão”, um membro do STF, oriundo do Ministério Público e que fora nomeado quando do quinto constitucional começou a aparecer diariamente na televisão. Além de jornais e radiofonização é claro.

Os holofotes da mídia nacional a partir daí começaram a enfocar o Plenário daquela Corte. Dito Ministro não saia mais da mídia. E logo começaram imagens dele até em Blocos de Carnaval no Rio e São Paulo. Foi o que bastou; passou a ser ídolo popular (menos do PT e sua “troupe” que negava tudo que esta sendo apurado e julgado). Já se falava até que ele seria candidato e futuro Presidente da República.

Com o final do processo, condenados José Dirceu e outros “caciques” da alta cúpula petista, a mídia deixou de enfocar aquele Ministro. Ele acabou se aposentado. Desapareceu da popularidade. Perdeu a vitrine.

Acredito que não fosse a vitrine não haveria divulgação de gravação de reunião do Presidente da República e seus Ministros. Não haveria ameaça de ser apreendido o celular do Presidente. Não haveria “bate bocas” de um Poder com o outro, além de interferências do Legislativo e pareceres de notórios e conceituados juristas. É tudo decorrente da mídia que, colocando pessoas na vitrine acaba por promover a vaidade. Bem disse Salomão.

EDIÇÃO de 10 de junho de 2020.___.

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