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DA PORTA DOS FUNDOS AO “OSCAR”

21/01/2020 - 10h:29min
Nelson Egon Geiger

Oscar da Academia de Cinema, desde 1929 premia filmes, artistas e diretores de cinema americanos e estrangeiros. O Brasil que me lembre nunca ganhou um prêmio da espécie. Em 1962, com o filme “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte, estrelado por Leonardo Vilar e Glória Menezes, venceu no Festival de Cannes, na França. Em 1999 a atriz Fernanda Montenegro concorreu ao “Oscar” por seu papel em “Central do Brasil”, mas perdeu para Ghwynet Paltrow, esta em “Shakespeare Apaixonado”.  Também nosso filme perdeu estatueta de melhor estrangeiro.

Agora o Brasil está de novo na lista. Com o documentário “Democracia em Vertigem”. De péssimo gosto e direcionado pró-PT por sua criadora e diretora Pietra Costa. O filme bajula Lula e Dilma. Segundo o culto jornalista David Coimbra (ZH, 14.01.20, pág. 39) o documentário “é de uma desonestidade assombrosa”. Tomara que não ganhe nada, eis que busca desmoralizar as instituições brasileiras que tão bem funcionaram tanto no “impeachment” de Dilma, como na condenação e prisão de seu mentor..

Enquanto isso a produtora de vídeos de uso no “youTub”Porta dos Fundos, composta por alguns sedizentes artistas, em uma pseudo produção chamada “Especial de Natal – a Primeira Tentação de Cristo”ofendeu, vilipendiou, denegriu e ultrajou o maior de todos os homens: Jesus Cristo.

O vídeo não merece ser visto pela monstruosidade em distorcer a figura de Jesus. Os pretensos intelectuais demonstram nada saber de Jesus. Nada saber de história. Nada ter de cultura geral. Vou lhes dar uma dica:: o homem que maior Poder Político e territorial teve em nosso mundo foi Napoleão Bonaparte. Sobre ele, segundo o escritor e jornalista Laurentino Gomes foi escrita a maior quantidade de livros até hoje. Entre 300 e 600 mil obras. Pois, do filho de Deus existe muito mais de milhão de livros escritos.

Se tão liberais e corajosos porque não fizeram um vídeo ofensivo sobre a vida de Maomé? Explico: Salmam Rushdie inglês nascido na Índia no livro “Versos Satânicos” de 1988 desonrou o maior Profeta do Islã. Foi condenado à morte pelo islamismo, no Iran e, até hoje vive escondido. Durante anos na Inglaterra. Agora nos EEUU. E, ainda, sob constante proteção policial. Se for apanhado por certo será executado.

O pessoal da produtora “Porta dos Fundos” desrespeitou Jesus sabendo que os cristãos não vão reagir com violência. Apenas lamentar e perdoar. Desonrassem Maomé receberiam pronta e violenta resposta do Islã. Então se poderia admitir fossem liberais e corajosos. Já o falso documentário que pretende endeusar Lula e Dilma e ofender o atual Governo, na visível intenção de acobertar corruptos age enganadoramente. Os dois – “Especial de Natal” “Democracia em Vertigem” merecem todo nosso repúdio; nossa rejeição; nosso desprezo. De cristãos e brasileiros.

Tribuna - Edição de 24 de janeiro de 2020.__.

 

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