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FORMAÇÃO DE QUEBRA-VENTOS

20/01/2020 - 09h:31min
Em memória - Renato Zenker - Meio Ambiente

          O Estado do Rio Grande do Sul, possuía uma cobertura florestal equivalente a 42 % da sua superfície com floresta. Isso no início da colonização, o que corresponde ao ano de 1850. Hoje, essa cobertura nativa não passa de 5 %, foram as derrubadas e queimadas para ocupação com pastagens, reflorestamentos exóticos, mais cultivos do seco e irrigado.

          Com a superfície sem floresta, ela está exposta aos vendavais, logo com a repetição dos fenômenos climáticos cada vez mais seguidos e mais violentos, causam prejuízos em florestas, patrimônios e cultivos. Por essa razão, se recomenda adotar medidas de proteção como a implantação de quebra-ventos.

          O quebra-vento é formação arbórea, normalmente em formato de L, H e U, que servem para proteger bens, colocados de maneira a cortar ou desviar a força dos ventos dominantes, ou atenuar sua velocidade. Normalmente os ventos dominantes no Rio Grande do Sul é Sul ou Sudoeste.

          Podemos enumerar os benefícios das barreiras arbóreas como: Proteger as construções, diminuir a evaporação superficial do solo, abrigar a fauna nativa, abrigar o gado, proteger mananciais de água como açudes e tanques. Ainda como benefício complementar favorece a apicultura com a florada.

           As barreiras devem ser dispostas na propriedade de modo a não ocupar áreas de cultivo como: divisas da propriedade, estradas internas, colocadas perpendicular aos ventos predominantes. Calcula-se que a proteção atinge até 15 vezes a altura da linha de árvores mais alta da barreira.

          Recomendamos que as linhas se componha de quatro fileiras de árvores plantadas de 3 em 3 metros entre plantas, com isso a largura da faixa de proteção terá 9 metros, a altura deve ser ascendente para favorecer a elevação da corrente do vento. Na parte onde bate o vento as duas linhas devem ser menores para formar a saia e as internas maiores para desviar o fluxo do vento.

          Recomendamos nas duas linhas externas as seguintes espécies: Cipreste, Túia, Ligustre, Aroeira Vermelha e Branquilho; para as duas linhas internas de árvores maiores as seguintes espécies:  Eucalipto, Plátamo, Álamo, Uva do Japão, Canafístula e Cangerana.

          Intercalado nas linhas pode ser plantada frutíferas nativas para alimentar à fauna nativa como Araçá, Pitangueira, Chal Chal, Guabejú, Cereja, Guabiroba, Batinga e outras. Podemos ainda, para finalizar, dizer que os quebra-ventos na área rural, vão amortecer a velocidade dos ventos que perderá o poder de destruição, favorecendo, também as áreas urbanas. Fique esperto e continua nos prestigiando.

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