Campo em Dia

Plantio da soja se aproxima da conclusão no Rio Grande do Sul

Produtores que ainda não tinham finalizado o plantio da soja realizaram a operação graças a chuvas da última semana
Publicado: 14/01/2022 às 23:07 | Alterado: 21/01/2022 às 16:52 | Fonte: ASCOM / SEAPDR
Imagem Ilustrativa. Foto: AFP
Imagem Ilustrativa. Foto: AFP

Em regiões do Estado onde ocorreram chuvas na metade da semana que passou, produtores que ainda não tinham finalizado o plantio da soja realizaram a operação. De acordo com o Informativo Conjuntural, produzido e divulgado nesta quinta-feira (13/01) pela Gerência de Planejamento (GPL) da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), das lavouras implantadas, 3% já estão em enchimento de grãos, 28% em floração e 69% ainda em germinação e desenvolvimento vegetativo. O plantio atinge 95% da área total estimada no Estado.

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Na região de Porto Alegre, a cultura apresenta desenvolvimento lento em função da irregularidade das chuvas.

Produtores replantaram lavouras em alguns municípios devido à estiagem.

Na de Soledade, a distribuição das chuvas ocorridas foi irregular; porém, em parte da região onde a semeadura estava atrasada, os acumulados de chuva foram maiores e a semeadura da soja está sendo finalizada.

A colheita do milho avançou para 20% das áreas no Estado, outros 28% estão em maturação, 25% em enchimento de grãos, 10% em floração e 17% em germinação e desenvolvimento vegetativo.

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Assim como a soja, também falta apenas 5% para conclusão do plantio da área total estimada.

Na região de Pelotas, as lavouras implantadas no cedo foram beneficiadas pelas últimas chuvas, pois encontram-se em estádio reprodutivo de desenvolvimento.

No entanto, a irregularidade das precipitações gera perdas em lavouras onde não choveu e naquelas em que o volume precipitado foi baixo.

Na regional de Santa Rosa, algumas lavouras apresentam perda superior a 80% em relação à produtividade esperada inicial, cujos produtores têm solicitado o amparo do Proagro e a liberação dessas lavouras para a alimentação de bovinos.

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Na regional de Caxias do Sul, conforme levantamento, a média de perdas está em 25%, variáveis em função do estádio de desenvolvimento da cultura e da microrregião onde se localiza.

Por conta da precipitação ocorrida na regional administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, foi possível avançar na semeadura do feijão 1ª Safra, mas a expectativa é de que o cenário de estiagem mude para seja possível implantar a totalidade das lavouras.

A maioria das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e já apresentam perdas de 6% em média; embora o baixo percentual, a situação preocupa agricultores.

Na de Pelotas, com as chuvas da semana, localizadas e de baixo volume, alguns produtores realizaram plantios em pequenas áreas, embora inexpressivas em relação ao total dos cultivos de feijão planejados na regional.

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Praticamente 100% do arroz cultivado no RS é irrigado. Lavouras com bom aporte de água apresentam bom desenvolvimento, favorecidas pela alta insolação.

A redução das reservas de água em alguns locais preocupa produtores.

O plantio está praticamente finalizado (99% da área total estimada). Do total implantado, 4% das áreas estão em enchimento de grãos, outros 22% em floração e 74% em germinação e desenvolvimento vegetativo.

Na região de Santa Maria, 4% das lavouras estão em fase de enchimento de grãos.

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Arrozeiros que usam água de arroios e rios que estão com os níveis muito baixos e alguns já secos estão preocupados, mantendo alguns poços com água ainda.

Diante desta situação, muitos puxam menos água para a irrigação, a fim de não faltar no restante do ciclo da cultura, mas esta estratégia prejudica o potencial produtivo da lavoura. No momento, há 531 produtores com dificuldades para irrigar adequadamente suas lavouras.

Na de Santa Rosa, as chuvas ocorridas de segunda a quarta também não atingiram as áreas com maior concentração de lavouras de arroz.

Isso faz com que as condições de irrigação sejam fortemente afetadas, e as lavouras já mostram perdas de produtividade ao redor de 20%.

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