Campo em Dia

Brasil registra surto de peste suína e porcos serão sacrificados no Ceará

Nove animais morreram em decorrência da doença até o momento. A doença não é transmitida para seres humanos
Por: Eduardo Costa | Publicado: 13/10/2021 às 14:12 | Alterado: 20/10/2021 às 12:49
A doença não é transmitida para seres humanos
A doença não é transmitida para seres humanos

O Brasil confirmou um foco de Peste Suína Clássica no município de Marco, no litoral norte do Ceará. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) o caso específico ocorreu em um criatório de suínos e nove casos já foram confirmados. O local foi interditada pelo serviço veterinário estadual, representado pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri). O Mapa informa que a doença não é transmitida para seres humanos.

Leia também: Probabilidade de La Niña está acima dos 70%, aponta relatório

Oito porcos diagnosticados com a doença acabaram morrendo. Um animal foi sacrificado. Os suínos pertenciam a uma criação de subsistência. Este é o primeiro foco de peste suína clássica registrado no Brasil desde 2019, quando aconteceram casos no Piauí. A Organização Mundial de Saúde Animal afirmou que investiga a origem da doença. Contudo, por se tratar de uma criação de subsistência, não há risco de contaminação com estabelecimentos comerciais ou de reprodução de porcos. O Ceará, juntamente com outros 10 estados (AL, AM, RR, PA, AP, MA, RN, PB, PE e PI), está localizado fora da zona livre de PSC reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal.

Leia também: Governo publica novas regras para registro de defensivos agrícolas

Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) reforça que o foco notificado no Ceará refere-se a peste suína clássica, doença diferente e de menor gravidade que a Peste Suína Africana (PSA).

O que é a peste suína?

A Peste Suína Clássica também conhecida como febre suína ou cólera dos porcos, é uma doença viral, altamente contagiosa, que afeta somente suínos e javalis. por se tratar de uma doença com contaminação muito rápida e mortalidade alta, o perigo recaí sob os produtores locais, que podem perder parcelas consideráveis das criações de animais. Nestes casos, o produtor que estiver regularizado junto a Agência de Defesa Agropecuária do Ceará  (Adagri) será indenizado através de um fundo. O valor fica em torno de R$ 4 a R$ 5 por quilo de peso vivo. Quando a doença é diagnosticada oficialmente, todos os animais daquela propriedade são eutanasiados, de forma indolor e assistidos por um médico veterinário.
Leia diariamente as notícias do agronegócio na editoria de Campo em Dia do Clic Camaquã

deixe seu comentário