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Os Festejos Joaninos

20/06/2018 - 11h:12min
Camaquã pelo Rio Grande

O inverno está chegando, o mês de junho está quase se despedindo. Enquanto um vem e outro vai, a tradição é mantida nas escolas, no comércio e nos diversos segmentos culturais – são as Festas Juninas - assim denominada ao chegar ao Brasil trazida pelos portugueses.

De origem religiosa, como a maioria dos folguedos, as Festas Juninas, que vêm de uma cultura milenar e através da oralidade e da literatura foram passadas às gerações, sofreram alterações com o passar dos anos e incorporaram mudanças culturais. Segundo os historiadores, os folguedos fazem parte da cultura popular e do folclore brasileiro. E, por isso, continuam nas mais diversas manifestações, com as comidas típicas, brincadeiras, músicas e as fogueiras.

Conforme consta no livro ‘Folk Festa e Tradições Gaúchas’, publicada pelo Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF), “não devemos ser contra a festa caipira, dentro dos princípios tradicionais e corretos. Devemos ser, sim, contrários à mistura de costumes de caipiras e gaúchos em festas juninas. E mais, contra a pretensa substituição pura e simples da festa caipira por festas gauchescas. Se nós gaúchos, temos uma tradição e cultuamos, também os caipiras possuem a sua, e a mesma deve ser respeitada, pela sobrevivência do folclore nacional, em suas puras manifestações."

ORIGEM E INFLUÊNCIAS

As festas que acontecem no mês de junho são chamadas de ‘Festas Joaninas’, em homenagem aos três Santos: Santo Antônio (o santo casamenteiro), São João (o santo festeiro) e São Pedro (o santo protetor das viúvas e dos pescadores). O nome joanina teve origem, segundo alguns historiadores, nos países europeus católicos no século 4.

A influência brasileira, na tradição da festa, se deu especialmente na alimentação, quando foram introduzidos o aipim (mandioca) e o milho. A quadrilha fora acrescentada pelos franceses, que trouxeram os passos e marcações inspirados na dança da nobreza europeia. Assim como os fogos de artifício foram trazidos pelos chineses. A dança de fitas, muito cultuada no sul do Brasil, teria sua origem em Portugal e Espanha.

Para os católicos, a fogueira, que é maior símbolo dos festejos, tem suas raízes em um trato feito pelas primas Isabel e Maria. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, conta-se que Isabel acendeu uma fogueira.

Para cada Santo junino existe um tipo de fogueira. Para homenagear São João acende-se a fogueira em forma de um cone, já na fogueira de Santo Antônio, as madeiras são empilhadas formando um quadrado. E para encerrar o mês junino se acende a fogueira para São Pedro em forma de um triângulo. O horário para o acendimento do símbolo dos festejos deve acontecer, pontualmente, às 18h, que é o horário da Ave Maria. Ainda se encontram registros de que as fogueiras eram também usadas para comemorar as colheitas na Europa antiga.
Assim, vamos aproveitar essa deliciosa época, festejar e honrar os Santos, principalmente São João que é padroeiro de nosso município e São Pedro padroeiro do RS.

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