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Para frente Brasil (No futebol)

05/07/2018 - 08h:42min
Nelson Egon Geiger

No futebol, porque na política acho que vamos para trás. Aliás, até mesmo como nação. E como estado, este no termo jurídico da palavra. Não o Estado do Rio Grande do Sul. Sim a parte integrante de um país: território, nação e governo (estado).

Nem da para falar. Agora acharam na Corte Suprema, que o José Dirceu tem direito de ficar em liberdade. Apesar das dezenas de anos em condenações que datam desde o famigerado “mensalão”. Também o empresário Eike Batista, envolvido com o ex-governador Sérgio Cabral, do PMDB do Rio de Janeiro, cujas penas já decretadas somam 127 anos. Daqui a alguns dias é possível que algum Ministro ache que Cabral pode ficar em liberdade, enquanto aguarda recursos. Maravilha, não?

ENTÃO vamos pelo menos ter esperanças no futebol. Quando este artigo foi escrito a seleção brasileira está nas quartas de final, para jogar com a Bélgica no sábado. Tomara que vençamos. Já que nada dá certo na esperança do provo brasileiro, pelo menos nos resta o futebol.

Estou cansado de esperar que o País retorne ao crescimento e desenvolvimento social. Mas, para isso é necessário que se tire da rua todos os corruptos que se locupletaram no Brasil, a partir de 2003. Nunca se viu em nossa história, tantas mazelas em favor dos poderosos que cercam o Poder (desculpem o pleonasmo).

Pelo menos no futebol nosso Brasil funciona. Cinco vezes campeão do mundo e rumando para o hexa. Tal situação brasileira na Copa me lembra a conquista do tri, com definitiva posse da Taça Julius Rimet, em 1970, no México. A seleção fora para lá um pouco enfraquecida quanto à sua hegemonia. Pouco antes da movimentação inicial do campeonato, o País vira o técnico, João Saldanha, ser demitido.

Houvera determinação do Governo do General Emílio Médici, por questões ideológicas com o Saldanha. Trocado o técnico a seleção parecia que ainda estava se entrosando quando a comitiva partiu para o México. Nos jogos iniciais não houve nenhuma vitória fácil. Nenhum resultado de impor medo aos adversários. Mas, aos poucos, caíram algumas das outras seleções favoritas. Restou a nossa que, apesar de contar com PELÉ não tinha uma equipe que, por todos os jogadores, assustassem aos adversários. Mesmo assim fomos galgando vitórias até chegar à vitória final.

Foi a grande glória. A Itália já tinha dois títulos: em 1934 e 1983; e o Uruguai outros dois: 1930 e 1950. Nós detínhamos as copas de 1958, na Suécia e 1962, no Chile. Fomos os primeiros a ter três campeonatos. Hoje, com cinco campeonatos apenas nos fazem sombra a Itália e Alemanha, ambas com quatro. Todavia, fora dessa copa. Poderemos nos distanciar.

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