Colunistas

Crise até o Fim

06/06/2018 - 08h:47min
Alvorino Osvaldt - Controle Geral

Costumamos nos queixar das dificuldades econômicas e sociais pelas quais passa o país nos últimos tempos. Pois o que vemos para o futuro não nos dá esperança de que tenhamos dias melhores até o final do ano. E com a Greve dos Caminhoneiros, nossa economia que já estava precária, piorou com a falta de arrecadação, com o desabastecimento, e principalmente, com a falta de credibilidade do nosso governo federal. E o que vem pela frente é a Copa do Mundo, quando os olhos se voltam para o futebol e logo em seguida as eleições, quando só se fala em política. E o governo, que já era ruim. Eivado de críticas, denúncias e corrupção não tem força política nem interesse em realizar algo. Talvez se preocupe em salvar a sua pele. Temos experiência das últimas eleições de que após a sua realização, nada mais acontece, a não ser a espera do novo governo. Que tenhamos bom senso na hora de escolher aqueles que terão o nosso aval para dirigir o país. O Brasil merece ser governado por quem deseja o seu crescimento sem olhar para o próprio umbigo. Mas para que tenhamos dias melhores se faz necessário que muitas mudanças ocorram e estas são difíceis de serem realizadas. Torçamos para que a população faça uma escolha racional!

O modal rodoviário

Aos poucos o povo está descobrindo o poder que possui e que pode derrubar governos e modificar um país que tem tudo para dar certo. A Greve dos Caminhoneiros já de há muito era anunciada, mas desta vez calou forte no Governo. O Brasil parou e a crise não foi pior porque, ao final, entraram os políticos e daí é o que se sabe, desuniu a categoria, saíram do foco, e o governo correu para atender praticamente todas as reivindicações da categoria. Mas foi um sufoco! Quando o país optou pelo modal rodoviário, mesmo possuindo uma imensa rede fluvial e marítima, deixando de lado uma malha ferroviária respeitável, tomou um caminho que o tornou refém de uma so categoria. Assim, foi fácil parar o país pela desorganização de um governo fraco e sem iniciativa. Mudar, agora é política de muitas décadas, porém tem que se pensar em um futuro que torne menos oneroso o transporte de cargas. Usemos o exemplo de outros países onde o transporte por rodovias é feito apenas entre pequenas distâncias. Opção que pode ser feita aqui também, sem muitos traumas, contudo é preciso começar!  

Prá você pensar:

“Quem procura acha, mas o que a gente perde, pode ser que a gente nunca mais encontre, por isso não perca a honestidade, sinceridade, credibilidade e o amor de quem te ama e nem o despreze”. (Valdir Aquino Lubas)

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